A Carta
" Irei bater em sua porta e fingirá eu inexistir.
Mas sabe que tenho a chave desse seu porão.
Não adianta tentar me usurpar,
sei como ninguém, sentir o fardo de fingir.
Não sou cega como o amor nem surda como a paixão.
Eu sei que sou sóbria demais pra você.
Apenas irei entrar, sussurrar ao seu ouvido,
e te abraçar como nunca.
Uma vez pela noite,
como uma prece.
como uma prece.
Prometo que depois desfaço-me ao vento,
gritando: 'Eu trarei novidades amanha!'.
Atenciosamente,
A solidão. "


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