Pages

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Uma Inóspita tentativa de fugir de si mesmo

A Carta



" Irei bater em sua porta e fingirá eu inexistir. 
Mas sabe que tenho a chave desse seu porão. 
Não adianta tentar me usurpar, 
sei como ninguém, sentir o fardo de fingir. 
Não sou cega como o amor nem surda como a paixão. 
Eu sei que sou sóbria demais pra você. 
Apenas irei entrar, sussurrar ao seu ouvido, 
e te abraçar como nunca. 
Uma vez pela noite, 
como uma prece.

 Prometo que depois desfaço-me ao vento, 
gritando:  'Eu trarei novidades amanha!'. 

Atenciosamente, 

 A solidão. "

0 comentários:

Postar um comentário