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terça-feira, 1 de maio de 2012

Sua maior descoberta será descobrir a si mesmo

Descobridora dos sete males (parte 1)


Quem a magoou não sabia amá-la 
pelo medo excessivo de ser rejeitado.
E ela, que o amou demais, deixou de adorá-lo 
pelo medo excessivo de enfrentá-lo.
Dolorida, ela achou o mundo raso demais pra compreender sua profundidade.
Acabou se aprofundando em si mesma, 
num tom resoluto e desesperado de refúgio.

Logo, descobrira que o medo é áspero demais para excessos e deslizes.




Ela descobriu que aquele a se acostumar com o medo, 
há de virar seu confidente.
Descobriu que a disposição de mudar é firme, apenas, 
no começo da desordem interna.
E, se reprimida, a vontade de mudar vira frustrante.
Então, como toda dor doméstica, 
seu ego tende a forrá-la num intuito ilusionista.
Mas ela sabe bem que fugir de uma fonte acomodada de frustração, 
por vezes, é tão difícil quanto fugir de uma fonte de prazer.
Felizmente, ela sentirá esse desejo reprimido de mudança 
em cada partícula do seu corpo.
Como uma defesa.

Eis que surge o fiel cobertor contra o frio das frustrações:
A ilusão.

Ela descobriu que toda ilusão dolorosa só se concretiza por uma simples condição:
-Intolerância excessiva às verdades alheias.-
Descobriu que é defensivamente instintivo criar uma miragem.
Mas apenas se acomoda com a ilusão aquele que não consegue achar realidades suficientes que superem o patamar elucidante e afável de um bom sonho.

1 comentários:

Anônimo disse...

Massa cara, foi a fundo nas paixões humanas!

Victor Martins

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