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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dos enjaulados-por-si-próprios.


O tripulado tripulante.


Pensei: sou tão novo!
Devo-me a espera,
ou escolto-me ao centro do furacão?
Talvez haja o dia que perceberei:
a tempestade ousa sempre cair.
E vira questão de escolha e sobriedade
enrugar-se com as consequências ou não.

Enquanto entorpeço-me de conforto e calmante,
na aurora dos meus próprios sonhos,
sinto-me um mero tripulante.





Os meus valores, alguns desvalorizaram-se como os réis e o tostão.
"Alguns" que não são meus,
são apenas conivências medrosas de uma crucificada geração.
O que me sobra se não moldar meu próprio espelho?
Reflexo meu que já existia antes de me tornar luz.

O futuro é tão traçado e o presente é um covarde inibido.
E eu um fruto saudoso de enjaulados-por-si-próprios,
Sentindo o cheiro enferrujado da verdade inalando dentro de nós.



1 comentários:

Marcele Cavalcante disse...

"Talvez haja o dia que perceberei:
a tempestade ousa sempre cair.
E vira questão de escolha e sobriedade
enrugar-se com as consequências ou não."


maravilhoso!!!

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