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sábado, 21 de abril de 2012

Enferrujado


"... E eu me equilibrava na linha tênue entre o ódio e a loucura. Como uma fuga recreativa de quem culpa o mundo pela própria ignorância. Ah! também guardei meu angulário e minha tolerância nos fundos de meu hospício particular (dentro de mim). Mania clichê de quem a solidão encheu-lhe o peito de nada.Descobri como o rancor é corrosivo. E até hoje ainda sou meio enferrujado..."


" Talvez nunca tenha desejado alguém ideal. Acho que acostumei com o gosto endeusado de reclamar de tudo, onde todos são imperfeitos e desnecessários. Num requinte de quem se apurou a sempre se defender e nunca sentir a euforia de marcar um gol. Tapava o sol cheio de vida, verdades e dor.. Tentando fazer sombra pra o meu orgulho.

Não percebia que meu ego é um molde da minha consciência ..."

(2010, Sem freios nem contrapesos - Felipe de Vas)

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